
Projetos de Renovação dos Bairros Antigos do Município
Ao abrigo do 3.º Acordo de Colaboração encontram-se concluídos os seguintes Conjuntos Habitacionais:
1. Conjunto Habitacional da Quinta Falcão II (1ª fase) - 16 fogos
2. Conjunto Habitacional do Faial - 3 fogos
3. Conjunto Habitacional dos Viveiros III (2ª fase) - 24 fogos
Dentro dos projetos de renovação dos bairros antigos do Município homologados pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) e/ou a aguardar licenciamento camarário, encontram-se 12 empreendimentos de habitação social, totalizando 445 fogos, situados nas seguintes freguesias:
Santo António:
- Conjunto Habitacional da Quinta Falcão II (2ª fase) - 30 fogos
- Conjunto Habitacional da Quinta Falcão II (3ª fase) - 8 fogos
- Conjunto Habitacional da Quinta Falcão II (4ª fase) - 38 fogos
- Conjunto Habitacional da Quinta Falcão II (5ª fase) - 77 fogos
- Conjunto Habitacional da Quinta das Freiras - 71 fogos
- Conjunto Habitacional da Ponte - 23 fogos
- Conjunto Habitacional da Ribeira Grande - 30 fogos (reabilitação)
São Pedro:
- Conjunto Habitacional dos Viveiros III (3ª fase) - 28 fogos
- Conjunto Habitacional das Cruzes II - 7 fogos
Imaculado Coração de Maria:
- Conjunto Habitacional da Penha de França - 51 fogos
Santa Maria Maior:
- Bairro de Santa Maria Maior - 80 fogos
- Prédio de Santa Maria Maior - 2 fogos
Atualmente aprovados e homologados pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) encontram-se os projetos da Quinta Falcão II (2ª e 3ª fase); Viveiros III (3ª fase) e 2 fogos na Zona Histórica de Santa Maria Maior, num total de 68 fogos.
Tendo em conta a situação particular destas intervenções e o seu carácter profundamente associado à regeneração urbana, achamos fundamental vários princípios, nomeadamente:
» A criação de um Bairro Social e Ambientalmente Sustentável, que constitua uma referência de integração urbana e social, na cidade e na comunidade;
» A requalificação do tecido urbano, eliminando a imagem negativa associada aos bairros de realojamento;
» A criação de habitação de realojamento e venda para famílias carenciadas com coerência urbana e qualidade construtiva;
» Criar espaços de vivência própria do bairro, legíveis e abertos, com padrões de conforto e segurança associados à auto-monitorização por parte da população residente e inibidores da perceção do medo;
» Potenciar a mobilidade pedonal, com espaços de valências diversas através dos seus percursos, sendo estes ao longo do bairro;
» Proteger o interior do Bairro do tráfego automóvel, disciplinando os acessos viários de forma a contemplar espaços mais aprazíveis no seu interior, com uso e visualização próxima;
»Promover a definição da imagem urbana através da continuidade dos espaços verdes, alinhamentos de rua, criação de corredores verdes;
» Adequação da intervenção às expectativas e necessidades dos moradores;
» Aproveitamento racional da área disponível, dentro dos parâmetros de densidade da massa edificada, maximizando o uso dos recursos disponíveis;
» Aproveitar a estrutura de equipamentos existentes e potenciar a dinamização e relacionamento do bairro com as estruturas envolventes;
» Promover a diversidade tipológica do edificado, de forma a potenciar uma maior diversidade social por um lado, e por outro anular a monotonia visual que poderá comprometer a relação identitária do residente com a sua habitação;
» A criação de espaços públicos qualificados;
» A melhoria da acessibilidade do bairro;
» A melhor integração social da população alvo, no espaço físico proposto;
» Eliminar a imagem negativa associada aos Bairros de Realojamento;
» Atribuir melhores condições de vida, habitabilidade e salubridade ao espaço edificado;
» Contribuir para a noção de pertença aos moradores, através da utilização dos espaços exteriores verdes como hortas, melhorando o controlo dos espaços exteriores.
Além destes princípios, é importante referir que cada projeto desenvolve-se em torno das novas exigências regulamentares, essencialmente, das questões relacionadas com a acessibilidade.










